No meu mar encapelado,
com soçobro no remar,
tento alegrar o meu fado,
para fadar noutro mar.
Por cordas duma guitarra,
com meu tempo a decompor,
rumo ao cais onde se amarra,
o do meu tempo, o senhor.
Mas o mar com suas escarpas,
fere as cordas, num ataque,
mata o cais com suas farpas,
nele impede o meu atraque.
Assim vivo o meu fadário,
é neste mar que navego,
que levo a cruz ao calvário,
que nele todo me entrego.
É simplesmente maravilhoso!! Peço a Deus que esse atraque ao cais mencionado, se realize daqui a muitos, muitos anos.Um abraço muito apertado!!!
ResponderEliminarVou te pedir mais uma vez... Musique este lindo fado, por favor? Eu amo os fados...
ResponderEliminarMuitos beijos.
Fadário é sinal de destino.
ResponderEliminarComo o Fado, que sustenido,
Em nota de música tirada,
Duma guitarrada bem dedilhada.
Fadário é fado cantado, vivido
Em tasca com vinho bem servido
Em púcaros de barro vidrado
Ao som de fado bem cantado.
Fadário é símbolo de vida
Vivida, em lamúria sentida,
Mas cantando na noite e viela
Da Lisboa cujo fado é ela.