poesia

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25 de junho de 2011

"Terra, uma bomba de lixo"










A vetusta e pobre Terra,
com falta d'ar agoniza,
um ciclo de vida encerra,
nova Terra se precisa.

Definha a pobre coitada,
pela espúria que a infecta,
purulenta e gaseada,
em nossas caras dejecta.

É lixeira a fermentar,
a gemer mui estrebuchada,
não tardando a rebentar,
e em calhaus fragmentada.

E nós, os porcos e maus,
causas de tal fragmentar,
voaremos quais calhaus,
sem ter para onde orbitar.

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