30 de Maio de 2012

"O EUROTEUTÃO À CONQUISTA DA EUROPA "








Velha Europa não vergaram,
quer com "campos", ou canhões,
heróica gente, os travaram,
lhes contendo as ambições.

Neste tempo, d'outras gentes,
teutão cumpre a fantasia,
lança na Europa as sementes:
Vencer pela economia.

17 de Maio de 2012

A SENSIBILIDADE E A "ROLHA"










Aqui neste nosso espaço,
não vejo "rolha" d'alguém,
para os poemas que faço,
e comentários também.

16 de Maio de 2012

"PRONÚNCIA CEBOLENSE"







O mê filhe é dos mai lindes,
e se acode comó pai,
vandes ver quande cá vindes,
só mê home ele nã sai.

Ele acode por Alfredite,
qué o nome do padrinhe,
bonda muito lhe ter dite,
co mê goste era Agustinhe.

- E vosm'cê, ó tcha Judite!
Come acode o sê menine?
- Mê menine é Alfredite ,
mas mê goste era Fremine.

- E o teu ó Biatriz?
- Porra... ê nã te tinha dite,
qu'ele acode por Luis,
mas mê goste era Alfredite?

14 de Maio de 2012

VOTOS DE UM SANJORGENSE






Minha Aldeia me receba,
aquando eu desta me for,
e minha campa conceba,
de meus versos, zelador.

Permita fundir consigo,
ser amparo e Eterna Mãe,
Eterna Mãe, meu abrigo,
e Major Domus no Além.

Decomponha a transformar,
meu tecido em poesia,
para a campa se adornar,
com a minha fantasia.

Também seja Celso Pouso,
de minha alma Albergaria.
meu ad eternum repouso,
morte e vida em harmonia.

11 de Maio de 2012

"SAUDADE"








Saudade é amor que dói,
nostalgia, encantamento,
e ao senti-la se constrói,
o mais belo sentimento.

Saudade é amor que dói,
dor do tempo dor da idade,
é castelo e se constrói,
com as perdras da amizade.

O sentimento saudade,
um qual Cavaleiro Andante,
tem como dama a amizade,
e a toma como amante.

A saudade não perece,
se a matarmos, se recria,
mais em nós ela floresce,
mais intensa a nostalgia.

8 de Maio de 2012

Vira: "A chula da União"











Ai vira que vira,
e torna a virar,
a germana o tira,
e torna a tirar.

E um galicano,
da germana par,
lixa o lusitano,
também a sacar.

E saca que saca,
e torna a sacar,
e mamam na vaca
até se esgotar.

E quando esgotar,
a pobre da vaca,
vem um salazar,
e pega de estaca.

Ai vira que vira,
ai vira do "tuga"
germana to tira,
e alma te suga.

16 de Abril de 2012

"25 de Abril-Requiem"














Com cravos rubros sonhei,
e pombas brancas voando,
de meu sonho despertei,
p'rá realidade voltando.

Foi meu sonho um desalinho,
resquícios de um ideal,
um almejo columbino,
de um Abril em Portugal.

Vejo lapela com cravo,
qual cravo de ferradura,
cravo p'ró povo um agravo,
ferrete de desventura.

Requiem p'los cravos de Abril,
não regados, definharam,
se foram "venturas mil",
mansos Lusos, os não zelaram.

Brotem cravos, outros cravos,
em vasos de outras janelas,
despojados dos agravos,
p'rá adornar outras lapelas.