poesia

17 de maio de 2012
16 de maio de 2012
Pronúncia cebolense!
O mê filhe é dos mai lindes,
e s'acode comó sê pai,
vandes ver quande cá vindes,
só mê home ele nã sai.
Ele acode por Alfredite,
qué o nome do padrinhe,
bonda muito ter-lhe dite,
co mê goste era Agustinhe.
- E vosm'cê, ó tcha Judite!
Come acode o sê menine?
- Mê menine é Alfredite ,
mas mê goste era Fremine.
- E o teu ó Biatriz?
- Porra... ê nã te tinha já dite,
qu'ele acode por Luis,
mas mê goste era Alfredite?
14 de maio de 2012
"Os meus votos"
Minha Aldeia me receba,
aquando eu desta me for,
e minha campa conceba,
de meus versos, zelador.
Permita fundir consigo,
ser amparo e Eterna Mãe,
de meus restos, seu abrigo,
e Major Domus no Além.
Decomponha a transformar,
meu tecido em poesia,
para a campa se adornar,
numa eterna fantasia.
Seja também Celso Pouso,
almejada Albergaria.
meu ad eternum repouso,
lauto exalo de harmonia.
11 de maio de 2012
"Saudade"
Saudade é amor que dói,
nostalgia, encantamento,
e ao senti-la se constrói,
o mais belo sentimento.
Saudade é amor que dói,
dor do tempo dor da idade,
é castelo e se constrói,
com as pedras da amizade.
O sentimento saudade,
um qual Cavaleiro Andante,
tem como dama a amizade,
e a toma como amante.
A saudade não perece,
se a matarmos, se recria,
mais em nós ela floresce,
mais intensa a nostalgia.
8 de maio de 2012
"Troika, a chula"
Ai vira que vira,
e torna a virar,
a troika to tira,
e torna a tirar.
E certo fulano,
da germana par,
lixa o lusitano,
e ajuda a sacar.
E saca que saca,
e torna a sacar,
e mamam na vaca
até se esgotar.
E quando esgotar,
a pobre da vaca,
vem um salazar,
e pega de estaca.
Ai vira que vira,
ai vira do "tuga"
a troika to tira,
e alma te suga.
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