poesia

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30 de setembro de 2013

Vale sem lágrimas!











O mundo chora sem lágrimas, porque vazio.
E não tem onde ir a captá-las, o Vale secou.
O homem, incauto, insano ao modo gentio,
para Vale deserto sem água, o transformou.

Porque sem lágrimas, para em chuva as derramar,
lancá-las ao Vale, como o esperma ou semente,
vê-se um mundo infecundo, incapaz de procriar,
voltar a ser vedor e da lágrima a nascente.

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